Recados

4 - A mística da Graça de Deus

O Apóstolo Paulo testemunhava que a grande obra da Graça de Deus é a nossa salvação e santificação.

 

1Cor 15,10 Aquilo que sou, eu o devo à graça de Deus; e sua graça dada a mim não foi estéril!

 

. Mas o Apóstolo também testemunhava que a mesma Graça que nos salva e santifica também realiza muitas outras obras menores na nossa vida cotidiana, iluminando a nossa mente e tocando os nossos sentimentos e emoções, de modo que podemos “ver” e “sentir” a Graça de Deus e isto nos enche de paz, luz e alegria.

A experiência mística da Graça nos êxtases, visões, locuções interiores e dons carismáticos é possível porque fomos criados à imagem e semelhança de Deus para vivermos em comunhão com ele. “O aspecto mais sublime da dignidade humana consiste em sua vocação para a comunhão com Deus. Desde seu nascimento o homem é convidado ao diálogo com Deus” (GS 19).

Chamamos de obras menores da Graça de Deus para diferenciar da obra maior da salvação e santificação, mas elas também são importantes e necessárias. Esta experiência mística da Graça de Deus é necessária para termos luz, alento e força no seguimento de Jesus e no cumprimento da pesada missão que Ele nos confiou

Paulo dizia que é no dia a dia, em meio às diversas circunstâncias da vida, que Deus vem ao nosso encontro e manifesta a sua força na nossa fraqueza. Ele garante que quando somos fracos, em Cristo, então é que somos fortes, e que para além de tudo que possamos imaginar, fazer ou pedir, basta-nos a sua Graça.

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2Cor 12,1 É preciso gabar-se? Embora não convenha, vou mencionar as visões e revelações do Senhor. 2 Conheço um homem em Cristo, que há catorze anos foi arrebatado ao terceiro céu. Se estava em seu corpo, não sei; se fora do corpo, não sei; Deus o sabe. 3 Sei apenas que esse homem - se no corpo ou fora do corpo não sei; Deus o sabe! - 4 foi arrebatado até o paraíso e ouviu palavras inefáveis, que não são permitidas ao homem repetir. 5 Quanto a esse homem, eu me gabarei; mas quanto a mim, só vou me gabar das minhas fraquezas. 6 Se eu quisesse me gabar, não seria louco, pois só estaria dizendo a verdade. Mas isso eu não faço, a fim de que ninguém tenha de mim conceito superior àquilo que vê em mim ou me ouve dizer. 7 Para que eu não me inchasse de soberba por causa dessas revelações extraordinárias, foi me dado um espinho na carne, um anjo de Satanás para me espancar, a fim de que eu não me encha de soberba. 8 Por esse motivo, três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim. 9 Ele, porém, me respondeu: “Para você basta a minha graça, pois é na fraqueza que a força manifesta todo o seu poder.” Portanto, com muito gosto, prefiro gabar-me de minhas fraquezas, para que a força de Cristo habite em mim. 10 E é por isso que eu me alegro nas fraquezas, humilhações, necessidades, perseguições e angústias, por causa de Cristo. Pois quando sou fraco, então é que sou forte!

 

“Basta-te a minha Graça!” “Quando sou fraco, então é que sou forte!” O testemunho de Paulo mostra a importância da experiência mística da Graça de Deus para aguentarmos o tranco, e como é necessária uma vida de oração para que tenhamos esta mística. Porque somente pela Graça de Deus é que somos o que somos e somente pela mística da mesma graça é que somos fortes, mesmo quando tudo nos levaria a ser fracos, derrotados e frustrados.

O Reavivamento no Espírito Santo está inserido dentro desse entendimento da experiência mística da Graça de Deus.  

 

MOPD 2 Coríntios 12,1-10